BIOGRAFIA
Tenho 43 anos. Nasci em São Paulo, cresci pelo interior do estado. Sou filho de uma médica e um publicitário, o que deve explicar por que sempre tentei integrar conhecimento científico com comunicação clara.
Estudei administração na FGV e trabalhei 2 anos na McKinsey. Aprendi a decompor problemas, sintetizar dados e apresentar raciocínio estruturado para apoiar tomada de decisões estratégicas. Entrei na faculdade de medicina aos 27 depois de entender que queria dedicar minha vida a algo mais importante do que planilhas e KPIs.
A psiquiatria foi a especialidade em que a complexidade se apresenta de forma mais desafiadora — onde o sofrimento humano é mais solitário e os tratamentos menos eficazes. Decidi que era naquilo que iria me especializar. Fico satisfeito de pensar que escolhi bem.
Durante 3 anos trabalhei e estudei 8.600 horas no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto: pronto-socorro, enfermaria, ambulatório, hospital-dia. Da psicologia psicodinâmica à eletroconvulsoterapia, fui treinado pelos melhores profissionais em seus campos em um dos maiores centros psiquiátricos universitários do país. Paralelamente, a psicologia psicodinâmica sempre me interessou como lente suplementar, pelo efeito na qualidade do meu atendimento e também pela minha escolha pessoal de explorar os confins menos conhecidos da minha própria mente.
Minha presença na internet — mais de 130 mil seguidores entre Instagram e TikTok — começou para divulgar meu trabalho e talvez causar um pouco de polêmica. Hoje continua sendo uma vitrine para minha marca pessoal, mas confesso que faz me sentir um pouco nano-influenciador/ divulgador científico.
Quando atendo um paciente, todo o conhecimento acumulado se condensa naqueles 50 minutos. A consulta é onde o trabalho real acontece. Atendo com rigor diagnóstico e comunicação direta. Cada paciente recebe o mesmo nível de atenção.
Sou casado, não tenho filhos e atendo só online pela liberdade que isso me dá. Fora do consultório: filmes, atividade física, natureza. Não sigo nenhuma religião, mas reconheço em mim uma atenção genuína às perguntas que a ciência não responde.